sábado, 21 de março de 2009

O PROCESSO DE PLANEJAMENTO

Capítulo 7

O PROCESSO DE PLANEJAMENTO

 

Nos capítulos anteriores o autor procurou responder: O que vou ensinar? – Esta pergunta diz respeito à escolha do currículo. O que os alunos vão aprender? – Aqui o está em jogo os objetivos gerais e específicos a serem atingidos durante a aula. Quais as atividades de ensino vou planejar para a aula? – Neste caso o professor se preocupará com as atividades metodológicas. Quais os recursos usaremos na sala de aula? Que são os meios pelos quais os alunos se envolvem na aprendizagem.

As respostas as essas perguntas constroem uma ponte entre conceitos e objetivos. Se as atividades de ensino não estiverem ligados há estas duas coisas o ensino será ineficaz. Assim a orientação do autor é quer os alunos pratiquem o planejamento. Para isso o professor depois de identificar a idade dos alunos deve seguir os seguintes passos:

ü  Escolher idéias principais que vai focalizar na aula e fazer um esboço delas.

ü  Selecionar os objetivos apropriados às idéias centrais escolhidas.

ü  Selecionar atividades de ensino que o ajudará a comunicar as idéias centrais e atingir os objetivos.

ü  Selecionar os recursos necessários para as atividades selecionadas.

Após seguir estes passos o professor pode montar o seu plano de aula, preenchendo as atividades e recursos como se segue no exemplo abaixo.

TEMPO

ATIVIDADES

RECURSOS

Abertura:

05 minutos

 

 

Apresentação:

10 minutos

 

 

Exploração:

15 minutos

 

 

Reação criativa:

15 minutos

 

 

Encerramento

10 minutos

 

 

Resumo do livro "manual do professor eficaz". 

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CRITÉRIOS PARA AVALIAR O PLANO DE AULA.

Capítulo 8

CRITÉRIOS PARA AVALIAR O PLANO DE AULA.

 

Após fazer o plano de aula o professor deve avaliá-lo para ver se o mesmo está de acordo com os conceitos e objetivos a serem ensinados. Para isso ele pode seguir alguns critérios que aqui irão e forma de perguntas.

A idéia central limita-se apenas a alguns conceitos-chaves?

É possível que o professor defina muitos conceitos em uma aula, mas é mais importante que os alunos descubram alguns deles. Os conceitos devem ser relacionados uns com os outros e estar dentro das expe­riências dos alunos.

As idéias centrais e os objetivos são adequados à faixa etária?

Precisamos ter certeza de que os alunos já dominam algumas técnicas básicas antes de esperarmos que alcancem objetivos mais complexos.

As idéias e os objetivos centrais selecionados estão inter-relacionados?

Devemos relacionar a verdade que ensinamos, com alunos mais adultos podemos tratar de idéias e símbolos abstratos; os alunos mais novos, porém, são limitados pela maneira concreta de pensar, característica de sua faixa etária.

Que tipos de atividades e recursos de ensino devem ser usados?

Ao revisar todas as atividades e recursos planejados, deve haver um equilíbrio entre experiências verbais, visuais, si­muladas e reais.

Que tipo de perguntas os professores fazem durante a aula?

Há, pelo menos, três categorias de perguntas: informati­vas, analíticas e pessoais. Todos os três tipos devem ser usados durante a aula.

Que opções os alunos devem fazer durante a aula?

Todos os alunos devem ter oportunidade de fazer opções durante o período de aula. Eles se sentem mais motivados e envolvidos, quando podem escolher. Algumas opções são simples, tais como decidir que livro vão ler ou que cores vão usar.

Há uma variedade de atividades e recursos planejados para a aula?

Os alunos precisam de mudança no ritmo de trabalho, precisam passar de uma atividade para outra, mantendo assim um nível alto de motivação.

Espera-se que os alunos façam algo novo, já tiveram eles chances de praticar ou experimentar?

Os professores devem apresentar atividades e recursos no­vos para que os alunos os usem na pesquisa e criatividade. Assim, o aluno descobrirá por si mesmo como fazer ou usar o que o professor planejou.

A sala está arranjada de modo que facilite alcançar os objetivos desejados?

A disposição dos recursos a serem utilizados nas atividades, a colocação de quadros e outros visuais na parede, e o fácil acesso a todos os materiais necessários con­tribuem significativamente para o funcionamento correto da classe e para alcançar os objetivos planejados.

Quanto tempo é requerido para cada atividade que você planejou?

O melhor plano de aula pode ser desfeito se não houver suficiente tempo para cada atividade. Seja realista com re­lação ao tempo. Possibilite tempo suficiente para que os alunos trabalhem sem se sentirem afobados. Seja flexível e mude o horário se for necessário.

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A ARTE DE FAZER PERGUNTAS

Capítulo 9

A ARTE DE FAZER PERGUNTAS

 

            Talvez, o recurso mais importante para guiar o pensamento dos alunos e a aprendizagem é o uso de perguntas. Um educador classifica as perguntas do professor em quatro categorias principais.

·         Cognitivas - perguntas que simplesmente pedem fa­tos específicos colhidos por meio de leitura, de um filme ou de preleção.

·         Convergentes - perguntas que utilizam informação para provar um ponto ou sustentar uma generalização.

·         Divergente - perguntas que usam alguma informa­ção conhecida como ponto de partida para a conside­ração de uma outra situação.

·         Avaliadoras - perguntas que procuram usar informação conhecida para atingir algum tipo de avaliação.

 

Outro educador classifica as perguntas de professores e alunos nestas três categorias:

 

·         Perguntas grandes - As res­postas a estas perguntas nos envolvem em um debate contínuo.

·         Perguntas médias – Há boas respostas a este tipo de pergunta, mas devemos colocar ponto e vírgula, indi­cando que há mais para aprender; as respostas não são finais.

·         Perguntas pequenas - Perguntas importantes de esco­po limitado procurando informação ou a afirmação de um fato.

 

Pratique os três níveis de perguntas.

Quase todas as perguntas podem ser classificadas em uma destas três categorias que o autor chama de PAI:

P - Perguntas Pessoais

Per­guntas com as quais o aluno pode identificar-se pessoal­mente. A intenção do ensino é guiar os alunos nas suas escolhas pessoais e na formação de valores. Perguntas nes­te nível são um meio eficaz de engajar os alunos no pro­cesso de pensar, refletir, expressar e agir sobre os interes­ses com os quais se relacionam pessoalmente.

A - Perguntas Analíticas

Essas requerem que os alunos pensem para poder responder, mas não requerem respostas certas. Elas são mais abertas, com o potencial de terem muitas e diferentes respostas. A mesma pergunta analítica pode ser feita a cada aluno, e cada um poderia ter uma resposta diferente.

I - Perguntas Informativas

Essas por sua vez, requerem que os alunos lembrem algo para dar a resposta. Como resultado da leitura, de ouvir, ou de receber informação por outro meio, os professores esperam que os alunos lembrem alguns fatos para responder às perguntas. O equilíbrio certo entre os três tipos de perguntas guiará os alunos e professores, a fim de conseguirem maior interação e melhor aprendizado.

      Algumas diretrizes sobre como fazer perguntas

·         Faça perguntas mais abertas do que fechadas.

·         Faça só uma pergunta de cada vez.

·         Apresente as perguntas à classe toda.

·         Proporcione retorno (feedback) à resposta do aluno.

·         Após a pergunta e a resposta, prossiga com perguntas mais profundas.

·         Após fazer uma pergunta, aguarde em silêncio.

·         Use o estilo de interrogação e não de interrogatório.

·         Anime os alunos a perguntarem também.

·         Evite repetir a resposta do aluno.

·         Aceite as respostas dos alunos como se fossem presentes.

Pratique ouvindo suas próprias perguntas: grave, Escreva e observe o silêncio.

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USO CRIATIVO DE RECURSOS AUDIVISUAIS

Capítulo 10

USO CRIATIVO DE RECURSOS AUDIVISUAIS

 

            Não mais podemos depender, na igreja, das técnicas educacionais que têm sido usadas por muitos professores. Muitos alunos têm acesso a novos métodos contemporânea. Por isso os professores, se quiseram ensinar com criatividade precisam:

1.      Os professores têm de assumir a responsabilidade de escolher ou planejar os recursos mais adequados aos seus alunos.Os professores têm de escolher recursos e atividades, ou planejar outros que sejam apropriados para uma aula específica.

2.      Alguns dos recursos e atividades mais eficientes são aqueles que o professor descobre ou planeja. São mais motivados quando usam de sua própria criatividade.

3.      Os alunos aprendem de diversas maneiras: alguns aprendem bem com atividades verbais, outros com atividades visuais, mas a maioria aprende melhor quando se combinam estas duas atividades. Os professores devem reconhecer que nem todos os alunos aprendem da mesma forma; por isso é necessário providenciar uma ampla variedade de atividades de aprendizagem.

4.      As composições visuais são tão válidas quanto às verbais. Hoje, muitos alunos comunicarem entre si por filmes, slides, fotografias e demais meios visuais.

5.      Os materiais e equipamentos audiovisuais não são apenas para o professor, são instrumentos, também, para os alunos. Hoje, mais e mais os alunos podem usá-los meios de comunicação.

6.      Há riscos envolvidos no uso de equipamentos recursos audiovisuais; mas, mesmo com riscos, é válido utilizá-los.

7.      Professores e alunos devem experimentar e praticar o uso dos recursos audiovisuais para torná-los criativos e eficientes.

 Maneiras de usar o retroprojetor

  1. No lugar do quadro-negro. O professor pode manter contato visual com os alunos.
  2. Materiais preparados pelos professores. Gráficos, mapas, tarefas, esboços, etc.
  3. Materiais preparados pelos alunos. Em grupos pequenos, ou individualmente.
  4. Caridade dos alunos. sugere muitas maneiras de os estudantes expressarem.
  5. O estudo de um mapa. É próprio para estudar mapas.
  6. Gravuras ou fotografias.

 

Modos de usar um filme

  1. Apresentar informação para abordar um conceito ou fato.
  2. Mostre o filme, focalizando personagens específicos para que os alunos se identifiquem com eles.
  3. Pare o filme no meio e peça que os alunos pensem e discutam como acham que vai terminar.

 

Maneiras de usar fitas cassetes e gravadores

1.      Fitas para uso educacional preparadas pelo professor.

O mundo inteiro está ao alcance da sala de aula por meio de um telefonema internacional, quando se usa um aparelho para gravar a voz.

2.      Fitas preparadas pelo aluno.

Os alunos que têm dificuldade para escrever histórias, por isso eles podem gravá-las. O professor pode avaliar a Lição. Ver as reações dos alunos na aula.

            3. Fitas gravadas comercialmente. As fitas gravadas podem ser comecializadas.

Maneiras de usar filmes (vídeos)

            Os professores usam filmes por motivos errados.

ü  Temas não apropriados.

ü  Passar tempo.

ü  Divertimento.

Os filmes têm um potencial tremendo para atingirem muitos dos objetivos educacionais. A seguir apresentamos várias maneiras que têm dado resultados para muitos professores.

1)      Ver com um propósito - Antes de mostrar o filme, o professor apresenta uma ou duas perguntas que os alunos terão em mente durante a exibição

2)      Mostrando filmes contrastantes - Os filmes devem ter pontos de vista dife­rentes, estilos cinematográficos também diferentes ou outras características contrastantes que ofereçam bases para comparação e discussão.

3)      Mostrar só uma parte do filme - Muitos fil­mes extensos têm valiosos segmentos completos em si, que podem ser usados separadamente.

4)      Mostre o filme pela metade – Alguns filmes que apresentam uma narração ou documentário sobre determinado tema ou fato seriam interrompidos no meio.

5)      Filmes e dramas espontâneos – Os filmes como dramas espontâneos, que apresentam pessoas envolvidas com preocupações da vida real, podem ser usados para incentivar os espectadores a se identificarem com essas mesmas preocupações

Critérios para selecionar e usar recursos audiovisuais

            Se o recurso recebe uma resposta negativa, em várias das perguntas aconselhável considerar se deve adquiri-lo ou mesmo usá-lo. Algumas perguntas devem ser feitas, a saber: O recurso focaliza questões e pontos que as pessoas devem ponderar seriamente? Há relacionamento direto ou indireto entre o as­sunto do recurso e a essência do evangelho? O recurso convida os alunos a pensar, refletir, ima­ginar e reagir com toda a criatividade e perspicácia de que são capazes.

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RELAÇÃO ENTRE VALORES E ENSINO

Capítulo 11

RELAÇÃO ENTRE VALORES E ENSINO

            Educadores, pastores, pais e líderes, em geral, têm-se preocupado por muitos séculos com o ensino de valores cristãos. Para servir ao próximo e pôr em ação o que a gente diz que crê ou pensa.

Os valores e o ensino da educação cristã

Pressuposições:

1)      A maior parte dos professores, pastores e pais têm comunicado valores, tradicionalmente, por meio do método descrito como moralização. Quando um adulto quer impor seus valores sobre uma pessoa mais jovem, não a está ajudando a tornar-se independente, responsável e madura em suas decisões.

2)      Na ausência de uma série de valores, alguns adultos adotam uma atitude de não intervenção. A experiência é a melhor mestra. Você terá de descobrir por si o que é certo para você.

3)      Outra influencia, na formação de valores, é o “herói” ou o “modelo” que a pessoa admira. A maioria dos jovens e muitos adultos têm uma variedade de heróis a quem admiram. O herói é falível e não pode preencher toda a expectativa irreal do fã.

4)      A definição de valores é uma alternativa muito útil aos três tipos de formação de valores mencionados acima. O indivíduo é o principal responsável dos próprios valores; as pessoas são ajudadas quando julgam procurando uma definição dos próprios valores; as pessoas precisam de oportunidades para refletir sobre os próprios valores.

Plano para um roteiro de seis horas sobre os valores e o ensino da educação cristã

Sete aspectos na formação de valores

Definição: Os valores são os elementos que mostram como a pessoa resolveu usar a sua vida. Assim, o processo de avaliação: A não ser que algo satisfaça todos os sete aspectos ou critérios, não o chamaremos de valor.

1. Livre escolha - Os valores têm de ser escolhidos livremente, se serão de real valia para o indivíduo.

2. Escolha dentre várias alternativas - Somente quando a escolha é feita entre mais de uma alternativa é que podemos dizer que há um valor.

3. Escolha, após cuidadoso exame das conseqüências de cada alternativa - Um valor só pode surgir após um exame cuidadoso de todas as alternativas e as conseqüências da escolha.

4. Apreciação - Os valores emanam das escolhas que fazemos de bom grado.

5. Afirmação - De boa vontade, afirmamos publicamente nossos valores.

6. Ação de acordo com escolhas - Para que um valor se faça sentir, a vida mesma tem de ser afetada. Nada pode ser de valor se não der, de fato, direção à vida.

7. Repetição - Os valores tendem a ser persistentes e a formar um pa­drão na vida.

Valores e indicadores de valores

De acordo com os sete passos previamente identificados, muitas coisas que pensávamos ser valores, na realidade, não o são; são, antes, indicadores de valores. Nossos valo­res geralmente surgem do que identificamos como indi­cadores de valores.

 

Áreas da vida ricas em valores

Há algumas áreas, em nossas vidas, que são particularmente significativas e que requerem que formulemos alguns valores. Dinheiro; amizade; amor e sexo; religião; lazer; a política e a organização social; trabalho; família; maturidade.

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MANEIRAS DE AUMENTAR A PARTICIPAÇÃO DO ALUNO

Capítulo 12

MANEIRAS DE AUMENTAR A PARTICIPAÇÃO DO ALUNO

 

            Os alunos serão mais motivados a participar das atividades de aprendizagem, quando lhes for dada oportunidade de investir no que está ocorrendo. Um das maneiras de animar os alunos a investir na sua própria aprendizagem é prover tantos modos quantos possíveis para que decidam sobre o que e como querem estudar. Eles podem escolher sobre o que e como vão aprender são mais motivados do que aqueles que recebem ordens sobre tudo o que fazem.

Selecionando atividades

O professor pode arranjar a sala com vários centros de aprendizagem ou de atividades. Cada centro terá as instru­ções bem visíveis e os recursos necessários à atividade. Após a introdução ao assunto, os alunos recebem uma lis­ta dos centros entre os quais aquele onde querem traba­lhar. Um centro para cada quatro ou cinco alunos é, talvez, o ideal.

Atividades de pesquisa criativa um livro da bíblia

ü  Grupo 1: Use fotografias em slides para criar uma apresentação.

ü  Grupo 2: Crie uma apresentação de mapas, usando transparências.

ü  Grupo 3: Crie uma coleção de pôsteres ou cartazes.

ü  Grupo 4: Escreva artigos curtos para criar um jornal de duas páginas.

ü  Grupo 5: Prepare um processo de acusação e defesa de personagem bíblico.

Usando um quadrado dividido em nove quadros.

Para os alunos que preferem alguma estrutura, e que ainda desejem fazer escolhas, desenvolvemos um quadrado. Este "trilho" inclui as "entradas" das atividades. Há oito trilhas dentre as quais o aluno pode escolher. Qual­quer um deles terá um destes espaços de "entrada". Após terminar esta atividade, o aluno pratica mais duas ativida­des que consistem em reagir e criar. Achamos este formato para planejamento muito útil para os alunos. Eles gosta­ram da experiência.

Estratégias para definir valores

Todas as estratégias para definir valores (ver o Capítulo 11) requerem que os alunos façam escolhas. Ao usar estas três atividades: seleção de valores, classificando as prio­ridades, a procura de ações alternativas ou qualquer uma das várias estratégias, os alunos têm oportunidade de investir algo de si em todo o processo.

Analisando e tornando as perguntas pessoais

As categorias de perguntas apresentadas no Capítulo 9, pedindo que os alunos analisem e façam pessoais os assuntos, são exemplos de maneiras em que os alunos mais se envolvem por meio das perguntas dos professores.

Atividades criativas

Quando os alunos recebem bastante informação que os ajuda a pensar e pesquisar um assunto, poderão respon­der criativamente, expressando algo de sua compreen­são e sentimentos. Há dezenas de atividades criativas que farão o aluno vibrar.

Jogos simulados e outras atividades

A maioria das ativida­des simuladas requer participação da classe toda. Quando os alunos tomam decisões e participam ativamente, ou se expressam criativamente, é importante que os professores os estimulem tanto verbalmente como de outras maneiras.

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ENCONTROS DE PREPARAÇÃO DE PROFESSORES

Capítulo 13

ENCONTROS DE PREPARAÇÃO DE PROFESSORES

 

            Este capítulo é especialmente para pastores, educadores cristãos e outras pessoas que são responsáveis por recrutar, treinar e providenciar apoio aos professores e líderes.

A importância do treinamento dos professores

Há muitos cursos bons nas livrarias. Porém, mesmo nos melhores cursos, tenho observado uma unidade fraca aqui e uma lição mais fraca acolá. O material para a Escola Dominical é muito importante para 95% dos professores. A maioria deles não está disposta a começar do nada para elaborar seu próprio material, de modo que precisamos escolher o material que reflita os alvos da educação cristã de nossa igreja e a expectativa do que espera dos seus professores e alunos.

      Eles precisam ser equipados para ensinar, recebendo treinamento e apoio que os capacite a tornar-se hábeis, ativos e eficazes. Cada igreja, grande ou pequena, deve desenvolver uma estratégia de treinamento que proverá e o apoio necessários aos professores.

Recrutando e apoiando professores

Recrutá-los é uma das tarefas mais difíceis e frustrantes que existem na educação cristã. Em todos os setores da vida da igreja, deve haver maior dedicação e apoio aos professores.

  1. Em vez de apenas preencher as vagas, recrute pessoas com técnicas específicas para uma tarefa específica.
  2. Em vez de recrutar pessoas para um período indeterminado de tempo, marque claramente as datas do inicio e do fim do trabalho. Pode ser por dois ou três anos, ou apenas alguns meses, ou para lecionar uma unidade de estudo.
  3. Em vez de recrutar pessoas para ensinarem sozinhas, desenvolva um sistema de ensino por equipe ou, pelo menos, de planejamento por equipe.
  4. Em vez de colocar pessoas às cegas nas equipes, dê oportunidade para que elas trabalhem juntas em cursos de treinamento ou outras atividades, onde terão chance de se conhecer e de resolver por si mesmas com quem querem lecionar.
  5. Em vez de falar com as pessoas sobre o ensino, em geral, é bom apresentar uma declaração daquilo que se espera do professor.

O QUE ESPERAMOS DOS PROFESSORES?

a)      Os professores vêem suas tarefas como chamado de Deus.

b)      Tornam-se membros de equipes de ensino.

Um livrinho intitulado “Eu? Um professor?” Descreve assim o papel que o professor desempenha:

ü  “Um professor não é um perito da Bíblia, porém tem ajuda e orientação profissional”.

ü  “Um professor não sabe todas as respostas, porem ele é um aprendiz entre outros aprendizes”.

ü  “Um professor não fica ligado a um programa rígido, porém é livre para ser criativo e flexível.

ü  “Um professor não ensina um currículo, mas ensina pessoas.

ü  “Um professor não ensina o tempo todo, mas tira tempo para ouvir”.

ü  “Um professor não trabalha sozinho, mas faz parte de uma equipe”.

  1. Em vez de esperar que os professores aprendam a ensinar ensinando, providencie um programa regular de treinamento, antes de iniciarem a tarefa de ensinar e durante o tempo em que fazem estágio.

ü  Um curso sobre “Introdução ao ensino na igreja” para apresentar as diversas e as técnicas.

ü  Encoraje pessoas a servir como auxiliares.

ü  Visitar salas de aula e observar o ensino.

ü  Oportunidades de treinamento.

  1. Em vez de recrutar professores e deixá-los ao acaso, esquecendo-se deles, providencie um programa regular de apreciação.

Algumas maneiras de reconhecer os professores incluem:

ü  Um dia especial, para eles receberem visitas dos pais à Escola Dominical.

ü  Uma recepção anual para os professores.

ü  Visita.

Tipos de treinamento de professores

Tendo a igreja desenvolvido uma estratégia para re­crutamento, reconhecimento e apoio aos professores, é im­portante incluir, nessa estratégia, um programa sistemático de treinamento. Há muitos tipos de encontros para treinamento de pro­fessores, alguns dos quais aparecem na lista abaixo.

1. Um breve período de treinamento como parte de uma reunião ordinária de professores. Se os professores têm uma reunião mensal ou tri­mestral, é possível usar de 30 a 90 minutos da reunião para estudar um método.

2. Preparação de professores de grupos de determi­nada faixa etária. Quando dois ou mais professores estão usando o mesmo currículo, é possível reuni-los alguma vez para revisar a unidade de estudo.

3. Instrução autodidática ou treinamento dirigido. Há material disponível que os professores podem usar para a sua própria instrução.

4. Um encontro de duas ou três horas. O encontro único, sem continuidade, é o mais difícil de dirigir.

5. Uma série de encontros. Durante certo período de tempo, vários encontros são planejados semanal ou mensalmente.

6. Um curso intensivo e progressivo. Seis ou mais encontros conduzidos durante um perío­do relativamente curto.

7. Grupo pequeno para aula prática. Vários encontros, com pequenos grupos de professo­res para faixas etárias semelhantes.

8. Experiências que podem se repetir. Um ou mais encontros fornecem experiências especí­ficas que podem ser repetidas.

9. O sistema de cooperação. Quase todo professor da Escola Dominical conhece pelo menos um professor de ensino fundamental que ensi­na para a mesma faixa etária.

10. Várias igrejas trabalham a fim de conseguir uma biblioteca para professores e líderes. Nas cidades grandes, é possível conseguir que igrejas Se unam com a finalidade de ter um centro de recursos para professores.

Quando observamos os itens acima, torna-se óbvio que não devemos ser limitados no que oferecemos aos professores.

Educação cristã para igrejas onde não há educa­dores profissionais

A maior parte das igrejas têm educadores profissionais com meio expediente, e muito menos têm profissionais de tem­po integral. Contudo, os professores nestas igrejas preci­sam de apoio e orientação, tanto quanto os professores das igrejas grandes, que pagam educadores profissionais

Segue um esboço de várias estratégias que podem ser consideradas pelas igrejas menores com o fim de fornecer um serviço de treinamento de professores.

1. Igrejas de várias denominações, numa cidade pe­quena, ou igrejas da mesma denominação numa determi­nada área geográfica, podem reunir pessoal, recursos mo­netários e outros para:

2. Uma igreja pode identificar e listar duas ou três pessoas entre os membros que tiverem experiência de en­sino e dar-lhes treinamento especial, a fim de que sirvam como líderes voluntários, treinando outros.

3. O pastor de uma igreja menor que está interessado no ensino pode convocar várias pessoas para trabalharem com ele, providenciando treinamento para os professores de sua igreja.

4. Um coordenador de educação cristã, ou uma co­missão, poderia conseguir um cooperador para planejar e orientar cada professor.

Por fim o autor dá dez descrições de encontros, que podem serem planejados e realizados para a preparação dos professores, mas que não é necessário abordarmos aqui neste resumo.


Resumo do livro "manual do professor eficaz". 

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©2007 Elke di Barros. Adaptado por Jailson Santos. Por Templates e Acessorios